Ankh: a vida eterna

O Ankh era um dos símbolos mais comuns na religião Egípcia, e, após se espalhar por todo o mundo, atualmente permeia principalmente a cultura new age e revivals espirituais neoegípcios.

Sua origem nunca foi traçada com exatidão, e entre as teorias sugeridas está que ele imitaria a forma de uma sandália utilizada no Antigo Egito, ou que seria baseado em uma espécie de espelho de mão que possuía o mesmo formato.

Seu significado, explicando de forma ampla, seria a vida eterna, e/ou a vida após a morte, ou simplesmente “vida”.

Como todos os símbolos de cruz, representa a síntese entre os princípios ativo e passivo. Sua forma expressa a ideia do círculo da vida se espalhando da Origem e se derramando sobre a superfície, animando a existência passiva, e depois se estendendo ao infinito. Pode ser interpretado como os genitais femininos e masculinos se unindo.

Também pode ser lido como um nó mágico unindo elementos que formam um indivíduo, daí seu simbolismo da “vida”.

“Destino” é outro de seus significados.

Observando de forma macrocósmica, o círculo pode representar o sol, enquanto a linha horizontal representa a terra, e a vertical o céu. Microcosmicamente, o círculo é a cabeça humana, e as linhas seu corpo e seus braços.

É possível que o Ankh tenha um simbolismo de chave, também, pois os deuses são frequentemente representados segurando essa cruz como se estivessem segurando uma chave, especialmente em cerimônias relacionadas aos mortos. Porém, pode ser que o formato das chaves é que tenha derivado do Ankh, no sentido de que essa cruz era a chave da vida eterna e da imortalidade.

Foram encontrados inúmeros desenhos de Ankhs em talismãs e amuletos egípcios, e os historiadores acreditam que tinham sentido de proteção contra o infortúnio, e também serviam para atrair uma vida longa e próspera ao seu portador.

Referências:

  • CIRLOT, J. E. A Dictionary of Symbols. 1962.
  • NOZEDAR, A. Element Encyclopedia of Secret Signs and Symbols. 2008.
  • ISSITT, M.; MAIN, C. Hidden Religion: the greatest mysteries and symbols of the world’s religious beliefs. 2014.